Como liderar várias gerações ao mesmo tempo

Existem até quatro gerações diferentes atuando em uma mesma equipe, cada uma delas com uma mentalidade e um estilo de trabalho. Confira em mais um dos artigos exclusivos de Norberto Chadad, Presidente da Thomas Case & Associados para o app da Você S/A.

Liderar equipes com o velho lema “comando e controle” é uma atitude cada vez menos viável no mundo moderno, globalizado e, principalmente, heterogêneo. O mercado de trabalho renova-se radicalmente em função das mudanças sociais. Atualmente, existem até quatro gerações diferentes atuando em uma mesma equipe, cada uma delas com sua mentalidade e seu estilo de trabalho.

Mais do que gerenciar conflitos provenientes dessa mistura de gerações, o líder deve promover a união, inspirar seus liderados e ter visão para equilibrar o respeito à experiência e à ousadia da novidade.

Para aprender a lidar com a diversidade de perfis, aumentar a sinergia e melhorar a produtividade das empresas, podemos definir as características de como cada geração colabora:

Começamos com a geração que cresceu em frente a uma televisão: a Baby-Boomer. São pessoas que hoje têm mais de 59 anos e que foram educadas dentro de cenários incertos causados pela pós-guerra, pela ditadura militar e pela repressão. No ambiente corporativo, embora politizados, esses profissionais obedecem às regras impostas, estão sempre buscando ganhos e têm orgulho de serem produtivos. O líder, desde que seja firme e seguro, não terá muito trabalho para liderar essa geração, já que ela tende a aceitar com facilidade regras criadas e impostas por grupos anteriores a eles.

A geração seguinte, com idades entre 39 e 58 anos, é a chamada X. Enfrentou transições políticas e a grande crise do petróleo, que culminou na demissão de muitos contingentes de trabalhadores. Por causa disso, os profissionais dessa geração não costumam confiar na estabilidade do emprego. São competitivos, materialistas e estão sempre em busca de promoção. Críticos e individualistas tornam-se um desafio para o líder. Precisam ser convencidos com fundamentos sobre as decisões e estratégias da empresa.

Chegamos à geração Y, pessoas entre 24 e 38 anos. Os chamados Millennials desprezam e até satirizam a televisão. Cresceram mergulhados na internet, possuem a tecnologia como santuário pessoal e profissional, mas estão em um mercado de trabalho que ainda não é preparado para eles. Por isso vivem em estado de ansiedade e descontentamento. Não pensam duas vezes em trocar de emprego em nome do bem-estar, com a oferta de um ambiente de trabalho mais atraente e flexível em relação a horários, ainda que a diferença salarial seja mínima. Felicidade vale mais do que estabilidade. O líder deve se aproximar por meio da linguagem. Precisa aprender com eles, não só as novidades técnicas que eles trazem, mas um novo jeito de se comunicar.

E, finalmente, a geração Z, que tem até 23 anos. São pessoas que nasceram dentro de um contexto de mobilidade, com múltiplas realidades, redes sociais e são nativos digitais. São inventivos, inovadores, ágeis e ávidos por realização. No trabalho, querem crescer rapidamente – mais que isso, aceleradamente. Tendem a ignorar a pompa da hierarquia e não gostam de horários fixos. Fazem questão de preservar a distância entre trabalho e lazer. São mais avessos às críticas e costumam agir emocionalmente; mas são engajados, criativos e muito rápidos no levantamento de informações. Se estimulados de maneira assertiva, podem assumir protagonismo em alguns papeis dentro da equipe. Dependendo da atividade da empresa, permitir o trabalho em regime home-office pode ser muito satisfatório para pessoas dessa geração.

Apesar das características distintas e representativas, as gerações se agregam no ambiente de trabalho. A boa mistura de habilidades e competências será motivo para a obtenção de excelentes resultados.

Firmeza com os mais velhos, tolerância com os intermediários e amizade e companheirismo com os mais novos. O novo líder deve estimular a troca de ideias, ser mais professor do que colega de trabalho e um incansável motivador.

Thomas Case & Associados

Ao longo de 41 anos de atividades, nossos especialistas em Transição de Carreira, Outplacement, Coaching, Executive Search e Desenvolvimento contribuem com reportagens para diversos veículos de comunicação do país, por isso, a Thomas Case & Associados é considerada uma das principais fontes para consultas.

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