Saiba qual é a melhor maneira de reagir ao descobrir que está demitido

A forma como você reage ao ouvir que está demitido pode fazer a diferença no seu futuro profissional. Em entrevista para o Yahoo Finanças, Ricardo Munhoz, Diretor Executivo da Thomas Case & Associados, dá dicas sobre como reagir.

Por Melissa Santos

A notícia de uma demissão não é fácil, seja em tempos de prosperidade econômica ou de crise. No entanto, a forma com a qual o profissional reage ao ouvir a notícia pode fazer a diferença no seu futuro profissional e é preciso evitar algumas atitudes.

“De forma geral, o momento de uma demissão é difícil para os dois lados e, normalmente, é feito de forma rápida e objetiva. O esperado é uma aceitação e encerrar aquele momento difícil para ambas as partes. O gestor tem um papel difícil de demitir e desconfortável… Ele só quer encerrar logo aquela situação e espera que o demitido aceite e entenda”, explica Ricardo Munhoz, Diretor Executivo da Thomas Case & Associados, consultoria de atuação na gestão de carreiras e RH.

Rodrigo Vianna, CEO da Mappit (consultoria especializada no recrutamento de vagas em início de carreira), explica que não existe um comportamento esperado, já que as pessoas têm diversas reações e cada demissão acontece por um motivo diferente. “No entanto, o ideal é que a reação seja ponderada. Portanto, indico que a pessoa ouça o que o gestor está dizendo e se posicione quando for necessário para evitar que a situação fique ainda mais desagradável”, diz.

Renato Trindade, gerente de Pagel Personnel, avalia que é nesse tipo de momento que o profissional prova sua maturidade. “A demissão é um momento delicado para o profissional e é um momento de muita maturidade onde deve ser tirado toda lição e aprendizado. Na minha opinião, pode ser um momento bom para pedir sim feedback com objetivo em evoluir e não em justificar as ações. Justificar após a decisão tomada não agrega à empresa nem ao profissional. Entenda os motivos, tire as lições e busque evolução para que não tenha o mesmo momento nos próximos desafios”, indica.

Vianna concorda e acredita que o profissional deve pedir um feedback sobre o seu trabalho até então, para que possa entender esses pontos de atenção para as oportunidades futuras. “Ele também pode dar um feedback educado para o seu gestor direto e à companhia, com considerações sobre prós e contras da experiência no local e, sobretudo, agradecendo pela oportunidade de evoluir profissionalmente”, fala.

Munhoz não é a favor de pedir feedbacks nesse momento. “No momento da demissão a decisão já está tomada e, normalmente, os feedbacks já foram feitos, assim, não é o momento de tentar negociar a permanência ou discutir os motivos ou mesmo tentar se explicar. Não existe reversão e só tornará a situação mais difícil e constrangedora”, avalia.

Uma outra atitude que não é recomendada por nenhum dos especialistas ouvidos pelo Yahoo, ainda que o profissional esteja chateado e com raiva, é ser agressivo ou xingar o chefe e a empresa. “Faltar com educação, mesmo quando supostamente possa haver motivos para situações desagradáveis, pode causar o efeito contrário e manchar sua reputação no mercado como um todo”, acredita Vianna.

Nesse momento, Vianna recomenda negociar os termos da saída, como o período a ser cumprido de aviso prévio (que deve ser negociado com base no tipo de contrato de trabalho), e também entender com o RH da empresa os valores que ele terá direito a receber a partir da demissão. “Se achar necessário, cheque com um contador se esses valores estão corretos”, fala.

O CEO da Mappit também recomenda já reiniciar o contato com profissionais do seu mercado de atuação, para reativar o networking e, assim, agilizar o processo de recolocação profissional.

Segundo Munhoz, é importante deixar a porta aberta na empresa, por isso, atitudes como descontrole e agressões físicas e verbais só piorará a situação. “É muito comum no mercado os gestores e recrutadores buscarem referências com o antigo empregador. A imagem interna (e externa) do profissional é um bem que tem que ser tratado da mesma forma que a formação”, diz.

Link da publicação: http://bit.ly/2LAnedu

Thomas Case & Associados

Ao longo de 42 anos de atividades, nossos especialistas em Transição de Carreira, Outplacement, Coaching, Executive Search e Desenvolvimento contribuem com reportagens para diversos veículos de comunicação do país, por isso, a Thomas Case & Associados é considerada uma das principais fontes para consultas.

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