Aprendendo a desaprender: mude sua percepção

A habilidade de desaprender é um dos valores fundamentais da atualidade, frente às transformações rápidas que os profissionais enfrentam. Os conhecimentos são disseminados vertiginosamente e com volume incrível de informações disponibilizadas, que por vezes temos dificuldade de filtrar o que é relevante para nossas vidas.

Desaprendizagem pode consistir no descarte de práticas obsoletas ou mesmo a ressignificação de saberes arraigados, mas principalmente a busca disruptiva por abrir espaços para novos conhecimentos. Para além da evidente necessidade de adaptação, precisamos mudar o Mindset com a velocidade que acompanhe o fluxo dos acontecimentos.

Precisamos avaliar os modelos mentais que talvez estejam nos limitando e eliminar os mecanismos de autossabotagem que teimamos em ignorar. A tendência é que as empresas também busquem a desconstrução consciente e planejada do aprendizado, para pensar em estratégias mais alinhadas com o novo mercado.

Embora muitos paradigmas ainda permaneçam vigentes, não cabem mais os famosos chavões, jargões e clichês. É vital que repensemos nossas práticas enquanto profissionais ou organizações e muitas vezes devemos abandonar por completo hábitos inúteis e nocivos.

Desaprender, provavelmente, é mais valioso que aprender. Perceber o que é verdadeiro e perene, em meio à multidão de inutilidades, talvez seja o componente mais valioso para a autorrealização e nosso aprendizado.

Elton Leme

Aconselhador de Carreira
Graduado em Psicologia pela Universidade São Marcos e formação em TI pela Fundação Getúlio Vargas

2 thoughts on “Aprendendo a desaprender: mude sua percepção

  1. Elton, bom dia!
    Gostei do texto e concordo com a ideia dele, mas o termo utilizado “desaprender” achei infeliz. Não sou uma máquina que, simplesmente, posso formatar meu HD ou abrir espaço na memória deletando arquivos obsoletos para salvar novos arquivos. Toda experiência, boa ou ruim, serviu de base para minha formação. Acharia mais apropriado reaprender a aprender, aprendizagem contínua, pois é inquestionável que “É vital que repensemos nossas práticas enquanto profissionais ou organizações e muitas vezes devemos abandonar por completo hábitos inúteis e nocivos.” Mas não posso concordar com “Desaprender, provavelmente, é mais valioso que aprender”, mas sim reaprender a aprender.

    1. Prezado José Sávio, como vai?

      Agradeço por ter gostado do artigo e exposto seu ponto de vista. De fato, sua compreensão do texto é algo singular, pois não fiz quaisquer menções ou analogias entre pessoas e máquinas. Desaprendizagem é um neologismo empregado e a palavra em si é um artifício a favor do texto usado deliberadamente, haja visto pertencer ao nosso léxico. Certamente, deletar e formatar não são possibilidades que se apliquem à intrincada máquina cerebral. No entanto, os equívocos que poupamos sistematicamente por meio da nossa débil educação não podem ser desfeitos e por vezes só nos resta desvencilhar deles. Reaprender é uma possibilidade. Agradeço novamente pelos comentários que teceu e que me fizerem enxergar outros prismas de percepção.

      Abraços,

      Elton Leme

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *