Entenda o valor da mentoria para a carreira

Seja para ter uma referência a seguir, tirar dúvidas, pedir conselhos, desabafar, seja para pedir ajuda na hora de uma decisão, os mentores são um apoio muito bem-vindo para a carreira de qualquer pessoa. Confira a participação de Deise Gomes, Gerente Executiva da Thomas Case & Associados Curitiba, para Correio Braziliense.

Por Samara Schwingel

Mentor: uma bússola para a carreira

Já pensou se você pudesse contar com os conselhos de alguém mais experiente na sua área de atuação na hora de tomar decisões? É para isso que existe a mentoria. O formato, que pode ser pago ou gratuito, tem ganhado tanto destaque que virou programa institucional em muitas empresas, possibilitando aos novatos aprender com os veteranos

Já imaginou ter alguém que o aconselhe em momentos importantes e que sirva de referência enquanto você traça sua carreira? Esse é o papel de um mentor. Uma pessoa que tem mais experiência na sua área de atuação e o ajuda a entender mais sobre determinado assunto, além de dar orientações a fim de definir a melhor maneira de lidar com possíveis problemas. Achar um conselheiro do tipo não precisa ser um bicho de sete cabeças: basta procurar por alguém que tenha uma trajetória admirável.

Ele também precisa estar disposto a aconselhar alguém que queira seguir o mesmo caminho. Esse tipo de orientação é cada vez mais valorizado: existem até sites e aplicativos que podem ajudar interessados a encontrar mentores. A tendência também chegou ao mundo corporativo: grandes empresas, especialmente as grandes e as multinacionais, têm promovido programas institucionais para a troca de conhecimento entre colaboradores novatos e antigos.

Entenda papel

“Esse tipo de orientador ajuda o profissional a perceber as opções e escolher o melhor caminho” Deise Gomes, gerente executiva da consultoria Thomas Case & Associados

 É importante destacar que um mentor é diferente de um coach. Enquanto o primeiro é um tipo de conselheiro, que você pode procurar nos momentos de dúvida; o segundo é uma espécie de provocador, que deve instigá-lo e “treiná-lo” para alcançar algum objetivo. Um mentor é alguém mais experiente no seu ramo de atuação e capaz de aconselhar outro indivíduo. Não é necessário que ele passe por formação específica em mentoria para auxiliá-lo: a própria trajetória, os conhecimentos e as conquistas dele servem de base para orientar pessoas que pretendem trilhar ou trilham o mesmo caminho. Na hora de iniciar uma trajetória ou tomar uma decisão de carreira, é importante estar seguro da escolha e ciente das consequências.

Para as pessoas que não se sentem dessa forma, os mentores se tornam importantes aliados na caminhada profissional. A interferência de um conselheiro afeta o desempenho e a produtividade dos mentorados, indicam especialistas em gestão de pessoas. De acordo com Deise Gomes, gerente executiva da consultoria Thomas Case & Associados, o mentor funciona como um guia. “Esse tipo de orientador ajuda o profissional a perceber as opções e escolher o melhor caminho”, afirma ela, que é master coach. “Na maioria das vezes, é uma pessoa de dentro da empresa ou um conhecido que tem experiência de vida ou carreira que sirva para dar dicas”, completa.

Na visão do contratante

“Os setores de RH estão buscando desenvolver algumas habilidades. Esse processo é mais eficaz para aprender competências-chave” Érika Gagliardi, professora de administração

Deise Gomes, graduada em gestão de recursos humanos pela Universidade Anhembi Morumbi, auxilia empresas interessadas em implementar programas do tipo a estruturar mentores. Para ela, o método não deveria ser aplicado apenas na área profissional, mas nos outros aspectos da vida também. “Todas as pessoas deveriam passar por mentoria uma vez, sem dúvida”, considera. “Temos grandes corporações multinacionais e nacionais com RHs mais estruturados, que têm trazido a técnica para dentro de suas organizações”, completa.

No mundo corporativo, ela explica, o público-alvo dos programas institucionais de mentoria é quem trabalha nos níveis executivos e administrativos de uma empresa. Érika Gagliardi, professora de administração do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), ressalta que investir na aprendizagem do colaborador é uma tendência entre empregadores, inclusive por meio de iniciativas do tipo. “É possível notar que cada vez mais empresas, especialmente as grandes, apostam em programas de mentoria e coaching”, afirma a administradora, especialista em recursos humanos e mestre em gestão do conhecimento pela Universidade Católica de Brasília (UCB).

“Os setores de recursos humanos estão buscando desenvolver algumas habilidades. Esse tipo de processo é mais eficaz para o aprendizado de competências-chave por parte dos colaboradores do que outras alternativas, como oferecer cursos”, continua. Os contratantes valorizam cada vez mais atributos comportamentais, como resiliência e flexibilidade. Em vez de priorizar capacidades técnicas, preferem recrutar pessoas aptas a mudar. “Os RHs estão contratando empregados que sejam capazes de se adaptar e aprender coisas novas”, afirma Érika.

Ela pondera, no entanto, que existem pessoas sem técnica para desenvolver essa influência. “Têm muitos mentores vendendo um conhecimento que não possuem. Vendem uma coisa, mas não têm experiência naquilo”, diz. Por isso, ela orienta diretores de RH e profissionais interessados em aconselhamento a checar os dados antes de contratar alguém, quando a ajuda for paga. “Para uma empresa, é importante prestar atenção e ir atrás do currículo da pessoa em questão, falar com quem passou pelo processo e buscar referências”, ressalta.

A contrapartida de quem recebe orientação

A professora Érika destaca que programas de mentoria só funcionarão se houver vontade por parte do mentorado — não bastar ser um desejo do empregador. “Ter um orientador muda muito a experiência de uma pessoa dentro da empresa, mas sempre depende do colaborador querer aprender”, diz. “A fim de que o processo seja bem-sucedido, também é importante escolher um mentor adequado, que seja referência naquela área de atuação”, observa. Ela acredita que, se por acaso um conselho der errado, não adianta culpar o conselheiro. “Eu não iria por esse caminho de apontar culpados. Apesar de o mentor ter experiências, ele não sabe tudo. Não há garantias de que algo dará certo, são riscos a se correr”, afirma.

Segundo Almir Neves, formado em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o processo é um bom primeiro passo para crescer profissionalmente. “Gosto muito de um ensinamento que aprendi quando jovem: para saber como é estar em um local, uma posição ou enfrentando um desafio, primeiro fale com quem chegou lá”, afirma ele que participou de curso de educação executiva na Universidade Harvard. Durante nove anos, ele foi consultor de training e gestão e confirma que programas de mentoria são uma tendência crescente nas empresas. “Muitas vezes, um bom processo desse tipo acaba por utilizar recursos internos da empresa e evita investimento em treinamentos externos”, conta Almir, que fez MBA.

Três perguntas para

Almir Neves, consultor e CMO (Chief Marketing Officer, diretor de marketing) da Ideris Lab, plataforma de marketing e gestão

Quais são as vantagens e s desvantagens de um processo de mentoria?

O método apresenta muitas vantagens e pode ser utilizado em diversos momentos dentro das empresas, desde uma nova contratação, de modo que o mentor auxilie o recém-chegado a entender como é a dinâmica do negócio, até em casos de promoções executivas, nas quais o novo líder conta com o apoio do mentor para navegar na nova função. Não existem desvantagens claras nesse processo de mentoria, mas, sim, pontos de atenção, por exemplo, saber se o profissional que será o mentor está preparado para executar esse papel.

O que fazer para escolher em um mentor?

O primeiro ponto é buscar ser mentorado por alguém que você admira e esteja em uma posição que você almeja no futuro.

O que fazer se você seguir um conselho e as consequências não saírem como planejado?

Um bom mentor faz as perguntas certas e dificilmente dá conselhos errados, mas vale lembrar que é sempre do mentorado a responsabilidade das decisões tomadas. Se algo não der certo, comece de novo e busque outro caminho.

EXPERIÊNCIAS ENRIQUECEDORAS

A importância de um guia profissional

Confira casos de pessoas que passaram por mentoria ou foram mentoras de outras

“Muitas pessoas de sucesso têm mentores!”, observa Evaldo Bazeggio, 62, dono de uma consultoria empresarial. Segundo ele, nos últimos tempos, a procura por esse serviço aumentou consideravelmente. “Dentro de uma empresa, há dois níveis profissionais que são interessantes para esse tipo de programa: o gerencial e o executivo, que têm boas oportunidades para aproveitar esse recurso”, declara. O administrador, formado pela Universidade do Contestado (UNC), acredita que a experiência é importante. “Qualquer pessoa que queira acelerar o processo de desenvolvimento pessoal ou do negócio deve considerar o mentor como uma possibilidade”, afirma.

“É, sim, possível trilhar esses caminhos sem orientação, mas a questão é a velocidade. Não há problemas em errar, mas ter uma ajuda reduz bem a margem de erro”, continua. Evaldo cita dois aspectos importantes para o sucesso do formato. “Quero destacar que, para ser mentor, é necessário entender sobre o ramo de atuação da pessoa que você está orientando. Experiência não é tudo. Além disso, é indispensável conhecer ferramentas e métodos de mentoria, que aceleram o processo de aprendizagem”, explica. “E nem sempre precisa ser uma pessoa de mais idade. Por exemplo, um jovem de 22 anos que entende mais sobre o universo digital pode guiar alguém como eu, que sou mais velho, porém não tenho domínio no assunto”, diz.

O sociólogo José Umberto Pereira, 60, dono de uma escola de liderança e performance em Brasília, foi mentorado por Evaldo assim que decidiu abrir o próprio negócio, em 2016. Eles trabalharam juntos na Caixa Econômica, até que Evaldo saiu para empreeder. Assim que decidiu seguir o mesmo caminho, pensou no colega para ajudá-lo e fornecer algumas dicas. O serviço foi pago. “Eu era diretor da área de pessoas da Caixa. Então, conhecia muito esse meio, mas não tinha domínio do funcionamento de um negócio. Procurei apoio para saber como me posicionar e quais estratégias deveria aprender e trazer para me estabelecer nesse mercado”, esclarece José Umberto. “A mentoria deu luz ao caminho e encurtou a estrada, evitei cometer alguns erros que poderiam atrasar a abertura do meu negócio”, continua.

José acredita que, para quem quer melhorar no aspecto profissional, essa é uma aposta certeira. “Uma dica é: pesquise bem antes de aceitar um mentor porque, às vezes, a pessoa não tem a experiência e as ferramentas necessárias para auxiliar outro indivíduo”, afirma. Segundo ele, no mercado, há quem afirme ser mentor, mas não tem verdadeiramente conhecimento. “Conheça o histórico e o currículo, pois, infelizmente, tem muita gente atuando como mentor em uma área da qual não tem domínio. Isso é importante para acreditar que realmente o processo vai agregar aos seus objetivos”, conta. Evaldo observa que, no caso de José Umberto, a mentoria foi mais empresarial. “A mentoria é uma atividade de inspiração e de transferência de conhecimento e experiência, usando ferramentas e métodos, e muito usada na modelagem de um negócio, ou de uma carreira”, explica.

“É muito usada, por exemplo, para startups. Serve como aceleração. Nesse caso, normalmente a mentoria é dada por empresários que alcançaram sucesso e transferem conhecimentos e inspiram novos empreendedores”, esclarece. Apesar de também ser coach, ele explica que o método usado é diferente. “As diferenças estão no tipo de projeto e no método de atuação. Um projeto de coach é uma atividade de parceria que usa as 11 competências da ICF (International Coach Federation) para apoiar a pessoa a viabilizar objetivos, pessoais ou profissionais relevantes”, compara. “O coach não induz o cliente a trilhar o caminho X ou Y”, completa, explicando que, a partir da meta traçada, o treinador usa ferramentas para auxiliar a pessoa a chegar lá.

Troca constante

Flávia (E) guia o caminho profissional de Daniela (D) há um ano

A PwC, multinacional de consultoria tributária, conta com um amplo programa de mentoria. Assim que o funcionário ingressa na instituição, lhe é designado um mentor por escolha dos superiores. No segundo ano, a pessoa tem a opção de escolher por conta própria alguém para receber conselhos. No entanto, sempre é alguém em nível hierarquicamente superior ao da pessoa: não precisa ser o chefe direto nem alguém da mesma área, basta ter mais experiência. Flávia Santos, 30 anos, trabalha na firma há 10. Formada em ciências contábeis pela Universidade de Brasília (UnB), é gerente de Auditoria na companhia e mentora de quatro profissionais da área. “Consigo ir acompanhando a rotina deles, sem precisar estar sempre junto”, relata. “Começamos com uma reunião para entender os interesses e traçar as metas dos mentorados”, diz.

“A partir de então, eu acompanho o progresso deles dentro da PwC e nas metas pessoais”, completa. “No fim de cada ciclo, fazemos uma avaliação geral para definir no que podemos melhorar e o que devemos manter no planejamento”, afirma. Ao entrar na empresa, Flávia também passou pelo processo e teve uma ótima experiência. “Eu era sênior e estava perto de uma promoção para outro cargo quando percebi que precisava melhorar meu inglês”, conta. “Então, falei com meu mentor sobre fazer um curso fora e ele me auxiliou no processo”, afirma. Com essa ajuda, Flávia conseguiu estudar inglês no Canadá e, ao voltar para o Brasil, entrou em um programa de intercâmbio da própria empresa. “Havia conversado anteriormente sobre o meu desejo de participar do intercâmbio. Quando surgiu a oportunidade, meu mentor me ajudou em todo o processo para passar dois anos fora”, completa.

A auxiliar de Auditoria Daniela Antunes, 26, é uma das quatro mentoradas de Flávia. Também formada em ciências contábeis pela UCB, ela conta que se baseou na admiração que tem pela colega para escolhê-la como guia. “Faz um ano que decidi receber conselhos da Flávia. A carreira que ela teve aqui dentro me inspirou muito. Então, por que não pedir ajuda para ela a fim de conseguir crescer da mesma forma?”, questiona. A jovem acredita que o método é muito positivo. “O processo me ajudou a direcionar a atenção para as áreas que eu queria desenvolver profissionalmente. Todo mundo deveria receber uma mentoria, pois o crescimento é muito grande ao contar com um colega para te dar dicas”, esclarece. O primeiro contato de Daniela com o método foi na firma. “Apesar de não ter experiências anteriores, nunca fiquei sabendo de um processo que deu errado”, conta.

Formato ao contrário

Marco Custodio passou por mentoria ao entrar na empresa e por outra no ano passado para receber dicas de ferramentas digitais de um “novato”

No Brasil, o programa de mentoria da multinacional de alimentos e bebidas Nestlé atendeu cerca de 300 pessoas desde 2015. A chamada mentoria reversa teve início em 2017. Nesse formato, é o mais novo quem “ensina” ao mais experiente sobre o seu trabalho e a vivência na empresa, a fim de promover uma troca entre gerações. E os veteranos aproveitam para aconselhar os novatos. Há encontros periódicos entre líderes e jovens da empresa com o objetivo de aproximar a geração mais digital daqueles que são mais antigos no mercado. Além disso, os líderes buscam entender como os jovens pensam, se relacionam e consomem os produtos da marca e como interagem com as mídias. Em troca, os novatos recebem orientação de carreira, agilizando o próprio desenvolvimento no ofício.

Marco Custodio, 44, vice-presidente de RH, participou dos dois formatos de mentoria: o primeiro quando ingressou na firma, como trainee; e o segundo, mais recentemente. Formado em administração pela USP, ele acredita que o acompanhamento foi fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional. “Ter essa troca durante meu programa de trainee foi importante para os momentos em que tive de tomar decisões difíceis”, lembra. Ano passado, Marco iniciou um novo processo de mentoria, mas, desta vez, voltado para o ambiente digital. Aos 44 anos, o diretor de RH da empresa passou a receber dicas de um rapaz, analista de redes sociais da companhia, sobre como integrar ferramentas digitais ao dia a dia do trabalho. “Sim, ele era mais novo que eu. Na mentoria, não existe essa hierarquia, por isso, acaba se tornando também um processo inclusivo”, declara.

Possível desvantagem

“Em relação às desvantagens, às vezes, dentro de uma empresa, o mentor começa a torcer demais pelo sucesso do mentorado e perde a neutralidade necessária” Beatriz Nóbrega, psicóloga e diretora de RH

Psicóloga pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em administração pela FGV, Beatriz Nóbrega avalia programas de mentoria de forma muito positiva. Na avaliação dela, que é chefe de RH do banco CBSS, a experiência pode melhorar a aprendizagem organizacional de uma instituição, expandir o aproveitamento de talentos e contribuir para o fortalecimento da cultura organizacional. Porém, apesar do bom funcionamento dos programas, Beatriz faz um alerta sobre possíveis riscos durante o processo. “Em relação às desvantagens, às vezes, dentro de uma empresa, o mentor começa a torcer demais pelo sucesso do mentorado e perde a neutralidade necessária”, explica. “Nesses casos, o orientador pode ‘tomar as dores’ do aconselhado e criar um clima ruim na empresa”, completa.

Mãozinha virtual

Confira sites e aplicativos para achar mentores

Mentorar | www.mentorar.com.br

Um site que utiliza informações do perfil pessoal ou empresarial do interessado e constrói uma rede de relacionamento com mentores e empreendedores. Nele é possível encontrar mentores de diversas áreas de atuação e solicitar reuniões virtuais ou presenciais com hora marcada.

LinkedIn | www.linkedin.com

A rede social profissional pode ser um bom canal para você encontrar um mentor entre seus contatos. Mas há uma opção ainda melhor: uma parte do site voltada justamente para ajudar interessados a acharem conselheiros. O mentor e quem busca ajuda só se falam após ambos aprovarem o perfil um do outro. Ou seja, quando há um “match”. Os perfis são exibidos no LinkedIn em formato de card, onde é possível aprovar ou recusar.

Mentorize | mentorize.com.br

Site no qual é possível mentores e mentorados estabelecerem contato para iniciarem um processo de consulta on-line.

Knowe | knowe.app

Plataforma on-line que conecta indivíduos e conselheiros do mundo todo. Após um pagamento, os usuários agendam conversas com um dos 580 mentores disponíveis e falam, por vídeo, sobre as dúvidas profissionais.

O site do jornal compartilhou a publicação caderno “Eu Estudante”: http://bit.ly/2KF8cX9

Versão impressa do jornal:

Thomas Case & Associados

Ao longo de 41 anos de atividades, nossos especialistas em Transição de Carreira, Outplacement, Coaching, Executive Search e Desenvolvimento contribuem com reportagens para diversos veículos de comunicação do país, por isso, a Thomas Case & Associados é considerada uma das principais fontes para consultas.

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