Networking para quem não gosta de networking

Recorrer a ex-colegas de faculdade ou de trabalho é uma das estratégias para fortalecer a rede de relacionamentos. No app da VOCÊ S/A, especialistas dão orientações para transformar relações esporádicas em contatos profissionais.

Por Fernanda Colavitti

A não ser que você more isolado em uma caverna, viver é uma situação de networking: todas as pessoas que você conhece e todos os lugares que frequenta são experiências de relacionamento.

É assim que a consultora de carreira americana Devora Zack define o conceito de estabelecer uma rede de contatos profissional em seu livro “Networking for People Who Hate Networking” (Networking para pessoas que odeiam networking, em tradução livre, sem edição no Brasil).

Essa é uma boa e uma má notícia para quem tem dificuldade em criar esse tipo de relacionamento. O lado ruim é que fazemos networking o tempo todo, mesmo sem perceber. E, por isso mesmo, esse também é o lado bom, já que não é preciso (apenas) frequentar eventos específicos ou sair distribuindo cartões de visita.

Até mesmo os mais introvertidos podem se beneficiar da prática, recorrendo, inclusive – e principalmente – àqueles que o especialista em networking David Burkus classifica como “dormentes” em seu livro “Friend of a Friend” (Amigo de um Amigo, em tradução livre).

São os ex-colegas de escola, de trabalho, de curso que não vemos com muita frequência. Segundo o autor, essas pessoas podem ajudar mais do que os amigos próximos em momentos de dificuldade na carreira.

A afirmação é baseada em um estudo clássico de sociologia dos anos 1970, que afirma que as pessoas com as quais não temos uma conexão tão direta podem nos introduzir a diferentes círculos e informações – e a oportunidades de carreira que não estão no meio que costumamos frequentar.

“Quando pensamos em expandir o networking e estabelecer uma rede completa, os amigos de amigos são fundamentais”, afirma o headhunter Bruno Lourenço, sócio da consultoria de recrutamento Vittore Partners.

Para isso, é preciso começar a se reconectar com esses contatos. “Um ótimo quebra-gelo para chegar a essas pessoas é mandar notícias bacanas sobre a empresa em que ela está ou sobre os assuntos em que ela tem interesse. Dessa forma, você agrega algo e mostra que ambos têm interesses em comum”, diz Lourenço.

Outra maneira de fazer essa aproximação, segundo a coach Cristiane Moraes, é focar mais em tarefas e resultados, e menos em relacionamento, criando um contato inicial para posteriormente marcar uma reunião presencial.

Manual de relacionamento para introvertidos

Como começar a fazer networking – e gostar disso:

Priorize: concentre-se em poucos contatos (ou em um de cada vez) para estabelecer uma relação mais direta.

Prepare-se: Investigue as áreas de interesse da pessoa, para que a conversa seja mais objetiva.

Ouça: Quem é tímido costuma ser bom ouvinte. Explore mais essa habilidade, que faz toda a diferença na hora de estabelecer contatos.

Fonte: Livro “Networking for People Who Hate Networking”

Thomas Case & Associados

Ao longo de 42 anos de atividades, nossos especialistas em Transição de Carreira, Outplacement, Coaching, Executive Search e Desenvolvimento contribuem com reportagens para diversos veículos de comunicação do país, por isso, a Thomas Case & Associados é considerada uma das principais fontes para consultas.

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