Funcionário “tóxico” sabota a equipe

Época Negócios publicou matéria sobre um estudo que revela que os problemas gerados por um ambiente tóxico nas empresas provocam perdas de US$ 6 bilhões para a economia americana.

Por Paulo Eduardo Nogueira

Muita gente já trabalhou com pessoas agressivas ou mal-humoradas, que tratam a todos com desrespeito e, pior, acabam “contaminando” os humores da equipe, até mesmo dos mais cordiais, que também passam a adotar esta atitude como forma de defesa ou revide.

É o fenômeno chamado de “comportamento tóxico”, que inclui falta de diálogo, críticas azedas e públicas a alguma proposta do colega ou omissão de informações apenas para sabotar o progresso profissional de alguém que julga concorrente.

E NÃO SE TRATA APENAS DE UM PROBLEMA PSICOLÓGICO DE RELAÇÕES HUMANAS: O FUNCIONÁRIO TÓXICO É FONTE DE PERDAS FINANCEIRAS SIGNIFICATIVAS.

Estudo da School of Management da Universidade de Buffalo, em Nova York, publicado pelo Journal of Applied Psychology, revela que esse comportamento, ao provocar problemas de saúde, alta rotatividade e baixo desempenho na equipe, gera perdas de quase US$ 6 bilhões anuais à economia americana.

Os autores realizaram duas pesquisas envolvendo 182 funcionários de 25 departamentos de dois bancos, para verificar o grau de “contaminação” do comportamento tóxico.

Na primeira, consideraram fatores como sentimentos de vitimização e justiça interpessoal e, na segunda, os níveis de falta de engajamento moral e social e a sensação de falta de recursos para cumprir suas tarefas.

Uma das conclusões principais do estudo: quando alguém se sente tratado de forma desrespeitosa, sua tendência é tornar-se mais egoísta e fechado em si mesmo, em consequência de uma percepção de injustiça. “Agora é minha vez de dar o troco”, pensaria a pessoa nessa situação, tornando o comportamento tóxico uma espécie de regra do jogo do ambiente de trabalho. Outra consequência nefasta é a do esgotamento emocional, que afeta diretamente a produtividade.

Uma das soluções para evitar esses problemas, segundo recomendam os autores, é tentar recrutar funcionários que já apresentem altos valores morais. Esse tipo de personalidade funciona como uma espécie de antídoto, que torna a pessoa menos suscetível ao comportamento tóxico e evita que este se propague pela empresa.

Outra opção de “tratamento” é enfatizar os valores morais da organização, oferecendo treinamento sobre ética e criando um ambiente que ressalte esses valores – até mesmo a colocação de cartazes com mensagens no ambiente de trabalho pode contribuir para influenciar positivamente o comportamento da equipe.

Link da publicação: https://glo.bo/2S02AXI

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