A crise separa o amador do profissional

Em um cenário cada vez mais competitivo, as empresas precisam se destacar no mercado. É o momento de agirem para aproveitar as oportunidades que em cada crise são criadas. Para isso, contam com o apoio de seus colaboradores, que devem estar alinhados ao posicionamento e à cultura do negócio. Confira o artigo escrito pelo presidente da Thomas Case & Associados, Norberto Chadad.

Quando uma crise se instala de forma inquestionável, começa o movimento por parte daqueles que aguardam qualquer tentativa de mudança para imediatamente assumir uma atitude de rejeição à alteração na sua rotina. Do alto da sua sabedoria, eles concluem: “está tudo parado”, vamos aguardar.

Esta é uma postura absolutamente incompatível com a realidade: quanto maior a crise, maior a necessidade de desenvolvermos novas ações, de nos reinventarmos e nos comunicarmos com mais interlocutores, pois a tecnologia está pronta a nos ajudar a enfrentar o distanciamento, levando informações em tempo real.

Neste momento, quem toma a decisão de enfrentar de modo racional as dificuldades que se apresentam a cada momento e usa argumentos lógicos e sólidos para provar ao seu cliente que esta crise, como todas as outras, tem início, meio e fim, sairá vitorioso.

MUDANÇAS NA FORMA DE ATUAÇÃO SÃO SEMPRE TRAUMÁTICAS, MAS É PRECISO ENFRENTAR O DILEMA: OU ME ADAPTO À INOVAÇÃO, OU MORRO.

O mundo, hoje, passa por esta transformação. Aí está o home office, trazendo aos líderes a imagem clara da sua equipe: algumas decepções (alguns confundem home office com férias) em contraposição a muitas revelações positivas, com colaboradores que apresentam um desempenho muito superior ao apresentado anteriormente.

É inaceitável que um profissional com os recursos que lhe são disponibilizados não apresente um resultado compatível com o respeito que a empresa teve com ele, mantendo o seu emprego. Além disso, as empresas buscam se destacar no mercado e, para isso, contam com a ajuda de seus colaboradores, que devem ter o mesmo posicionamento do negócio.

A cada edição de algum veículo de informação, recebemos notícias de desligamentos em massa de profissionais, muitos deles com anos de trabalho na mesma empresa. Então, este é o momento de valorizar ainda mais o emprego, a conduta ética da empresa para com seus colaboradores e o empenho da direção em manter um clima de normalidade e excelência no atendimento a seus clientes.

Voltemos ao nosso assunto base: de maneira geral, o bom profissional procura cumprir seu compromisso com a empresa, superando inclusive a meta traçada, uma vez que no modelo home office não há mais o estresse e tempo perdido com o transporte, mas o amador se acomoda. Para ele, não existem contatos disponíveis, pois as atividades estão paralisadas.

A VERDADE É QUE ELE ESTÁ PARADO, E NÃO O MUNDO. É PRECISO AGIR, APROVEITAR AS OPORTUNIDADES QUE EM CADA CRISE SÃO CRIADAS.

É preciso entender que o modelo de contratação será alterado após esta pandemia e todos devem preparar-se para este novo conceito. Hoje se valoriza o continuous learning (educação continuada), que é a convicção de você estar sempre aprendendo.

Então, qual a melhor situação para que não nos deixemos dominar pela crise? Trabalho, muito trabalho, dedicação plena à tarefa que você se propõe executar e, assim, você será um profissional e não um amador que desiste diante de qualquer contratempo que surja em seu caminho.

O mundo corporativo é para aqueles que têm a coragem de trabalhar e transformar crise em oportunidade. E, honestamente, não é lugar para amadores.

Norberto Chadad

Presidente da Thomas Case & Associados

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