Felicidade Profissional

Quais os caminhos para conseguir conciliar satisfação na carreira, bem-estar e rendimento? Segundo uma pesquisa feita pelo Survey Monkey, nove em cada dez profissionais do Brasil estão infelizes no trabalho. Michel Khouri, Executivo Sênior de Transição de Carreira da Thomas Case & Associados, em entrevista para o jornal A Tribuna, de Santos e região, fala sobre “quando é hora de mudar?”

Por Willian Guerra

Dinheiro não traz felicidade. Quantas vezes você já ouviu essa frase ao longo da vida? Muitas, provavelmente. No anseio de alcançar um bom salário, muitos profissionais acabam por sacrificar a sanidade mental e se ‘engaiolam’ em empregos que não trazem alegria. Se por um lado o aspecto financeiro é fundamental, por outro, ele pode não ser suficiente para o profissional e sua família viverem tranquilos.

Vamos aqui fazer um exercício: no que você pensa antes de dormir nas noites de domingo? Se a resposta remete a alguma memória negativa no trabalho, está mais do que na hora de procurar um outro lugar. Com o avanço da vacinação contra a covid-19, muitos profissionais voltaram a se animar no ambiente corporativo. Se até o início do ano o objetivo principal era se manter onde estava, agora é a hora de fazer planos e porque não replanejar a carreira?

Segundo uma pesquisa feita pelo aplicativo Survey Monkey, nove em cada dez profissionais do Brasil estão infelizes no trabalho. Nesse momento de repensar a carreira, é importante ter atenção às áreas mais aquecidas nos últimos meses. Michel Khouri, Executivo Sênior de Transição de Carreira da Thomas Case & Associados destaca que setores como saúde, agronegócio, tecnologia, e-commerce e logística tiveram avanços significativos por causa da pandemia.

O especialista aponta também que é necessário ter um planejamento para que essa transição seja feita com inteligência e sem riscos.

“Não dá pra jogar tudo para o alto e começar em uma nova área do dia para a noite. Você precisa estudar, se aperfeiçoar e aí então ingressar nesse novo ramo.”, diz Khouri.

Aguarde a oportunidade

Se por um lado setores de saúde e tecnologia dispararam com a pandemia, por outro, os campos de eventos e hotelaria registraram uma retração. Para o executivo, mesmo sem estar aquecido, esse mercado não pode ser totalmente descartado.

“Muitas pessoas têm seu propósito nessas áreas. Nasceram pra isso. O que vão fazer: largar tudo e ser infeliz em outro emprego? Não. Eu indico estudar para estar ainda mais atualizado.”

Michel Khouri afirma ainda que, com o avanço da vacinação, esses setores tendem a voltar a crescer gradativamente. No estado de São Paulo, o governo já realizou eventos testes com público para garantir a segurança da população em feiras. A previsão divulgada pelo governador João Doria é que eventos oficiais, em locais abertos e fechados, sejam totalmente retomados até o fim do ano.

Além da importância da atualização nos estudos, o analista reforça também ser fundamental o autoconhecimento. Em um mercado cada vez mais competitivo, ter ciência dos seus defeitos e buscar diminuí-los faz parte da lição de casa de qualquer profissional.

“É preciso conhecer nossas forças e fraquezas. Fatores como inteligência emocional, autoconhecimento e relacionamento interpessoal estão sendo cada vez mais decisivos nos processos de contratação.”

Sair do país é uma opção?

Buscando um mercado mais aquecido e uma melhor qualidade de vida, sair do Brasil gerou debates caseiros nos últimos meses, principalmente entre os jovens. Segundo uma pesquisa do Atlas das Juventudes em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, metade dos 50 milhões de jovens de 15 a 29 anos que vivem atualmente no país consideram a possibilidade de ir para o exterior.

“Relacionamento interpessoal está sendo cada vez mais decisivo no processo de contratação.”

O relatório destaca que esse movimento tem mais força em famílias das classes B, C e D, e que esses jovens estariam dispostos a trabalhar até mesmo fora de suas áreas de formação.

Para Michel Khouri, a estratégia é válida.

“De fato o mercado internacional é mais promissor que o nosso. Se o jovem tem condições financeiras e um planejamento, a indicação é a saída mesmo.”

Por outro lado, o executivo se mostrou preocupado com a precarização nacional. De acordo com ele, com bons profissionais deixando o país, a qualidade do serviço prestado por aqui tende a cair.

Profissionalize seu hobby

Trabalhar com o que você ama nem sempre é um sonho possível para o brasileiro. Com a crise econômica provocada pela pandemia, muitos tiveram que pegar papel na ventania para pagar as contas. A estratégia de sobrevivência, no entanto, pode ter colaborado ainda mais para a pesquisa revelada acima, onde nove em cada dez trabalhadores estão infelizes no emprego.

Porém, o que fazer para mudar esse cenário? “Com mais tempo em casa, muitos de nós também acabaram se dedicando aos nossos hobbies. Seja jardinagem, pintura ou artesanato. Esse foi um movimento comum na pandemia. Por que não tornar esse hobby um trabalho profissional?”, questiona a psicóloga especialista em carreira, Deborah Franco.

Para a profissional, a pandemia serviu para que todos encontrem seus devidos propósitos. Segundo Deborah, o tempo de reflexão proporcionado nos últimos meses fez muitos trabalhadores repensarem a carreira e investir mais tempo no que gostam.

“Até que ponto só ganhar dinheiro vai me fazer feliz? Sabemos o quão é importante, mas não é tudo. Você pode ser muito mais feliz com uma remuneração menor, mas trabalhando com algo que você gosta, com o seu verdadeiro propósito.”, analisa a psicóloga.

Nunca é tarde para mudar

Pode ser com 20, 40, 60 ou 80 anos. Mudar de área e trabalhar com o que você acredita ser importante nunca é tarde. O que não pode faltar é paixão profissional e planejamento. Gestor de RH, Allan Lopes conta que já orientou pessoas de múltiplas faixas etárias a encontrarem seu propósito. Você pode continuar no seu emprego e fazer um processo de transição de carreira.

“É preciso criar uma estratégia. Você não pode pedir demissão para depois tentar uma recolocação. Enquanto estiver insatisfeito em um emprego, você pode se qualificar e procurar outro. As duas coisas podem ser feitas paralelamente.”

Para que essa mudança seja bem sucedida, ele ressalta a importância de um bom networking, estar ligado a grupos profissionais (em redes sociais) e também montar um bom currículo.

Para começar esse replanejamento, que tal estudar? Na Internet há uma imensidão de cursos com certificado para você se qualificar e turbinar o currículo. Separamos alguns deles por aqui:

Link da publicação: https://glo.bo/3t8B64r

Publicação impressa

Thomas Case & Associados

Ao longo de 44 anos de atividades, nossos especialistas em Transição de Carreira, Outplacement, Coaching, Executive Search e Desenvolvimento contribuem com reportagens para diversos veículos de comunicação do país, por isso, a Thomas Case & Associados é considerada uma das principais fontes para consultas.

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