O papel do RH para a satisfação profissional no mercado de trabalho

Em meio a pandemia, empresas passaram a se preocupar ainda mais com os níveis de felicidade de seus colaboradores.

Mas afinal, como saber se uma equipe está satisfeita?

Marshal Raffa, diretor executivo da Thomas Case & Associados, em entrevista para o Jornal Contábil, do Portal R7, ressalta que estamos vivendo em um momento a qual a felicidade no trabalho está também relacionada a flexibilidade da cultura, nova postura dos profissionais e qualidade de vida.

Cada vez mais, profissionais buscam meios de alcançar a qualidade de vida e a felicidade no trabalho. A pandemia vivida nos últimos anos fomentou ainda mais o sentimento de aliar essas duas perspectivas. Uma pesquisa realizada com cerca de 30 mil profissionais divulgada pela startup Fiter por meio da análise em inteligência artificial revela que 15% das pessoas se sentem infelizes em suas ocupações e 21% entendem que a empresa não oferece condições para melhorar o clima organizacional.

A felicidade pode ser vista de diversos aspectos: a satisfação própria, o momento e até o estado de espírito. Vinculada ao trabalho, está aliado ao sentimento de motivação, realização e positividade.

Mas, do ponto de vista da gestão do RH, como é possível detectar as possíveis falhas e tornar o ambiente de trabalho melhor, mesmo no home office e no híbrido?

“No entanto, isso não é sinônimo de que as pessoas precisam sorrir o tempo todo. Os seres humanos têm as suas oscilações naturais de humor, problemas domésticos, financeiros, e outros aspectos que os afetam. A felicidade no trabalho é o resultado de um todo, e não de acontecimentos e momentos isolados” explica Marshal Raffa, diretor executivo na Thomas Case & Associados.

Do ponto de vista organizacional, a felicidade no trabalho é, mais do que nunca, uma questão de gestão. Manter a empolgação, satisfação e empenho na execução do trabalho depende de fatores além salário e benefícios e avaliar as equipes é essencial.

“O índice de felicidade no trabalho (IFT) pode ser medido a partir de uma pesquisa interna; a chamada Pesquisa de Clima Organizacional. Essa pesquisa pode ser aplicada por meio de questionários com perguntas de múltipla escolha e até mesmo por softwares super modernos que fazem essa análise utilizando inclusive inteligência artificial. Lembrando que deve ser aplicada por Consultoria Externa visando resultados genuínos para seguir os caminhos propícios de melhorias”, revela Raffa.

O papel do RH 4.0

Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, profissionais satisfeitos com o ambiente de trabalho são, em média, 31% mais produtivos. E essa potencialização é explicada pela qualidade de vida proporcionada aos trabalhadores, afinal, é difícil se manter ativo quando há tristeza com aspectos relacionados a ganhos, perspectivas e até mesmo gerenciamento do negócio.

E assim como a indústria, o RH deve se mover para a qualificação e se aliar a tecnologia para detectar os índices de satisfação de seus colaboradores, detectar possíveis problemas sejam eles emocionais e até físicos, e encontrar soluções eficientes que integrem a equipe e resolvem os problemas de forma significativa e amigável.

Segundo Marshal Raffa, uma empresa de gestão com uma nova visão, acompanhando a digitalização dos processos e retendo seus talentos através do bem-estar de seus profissionais na Empresa, com certeza terá um futuro promissor e de rentabilidade.

“Estamos vivendo em um momento a qual a felicidade no trabalho, além de todos os motivadores já citados, está também relacionada a flexibilidade da cultura, nova postura dos profissionais e qualidade de vida. Com isso, a nova liderança também deverá acompanhar essas mudanças e servir como alicerce dos novos modelos”.

A medição do clima organizacional e as observações sobre as novas culturas do ambiente de trabalho com o uso da tecnologia também é uma opinião de Sérgio Amad, criador da plataforma Fiter, que mede índices de felicidade no ambiente corporativo com auxílio da neurociência e inteligência artificial aplicada. “Estudos apontam que cerca de 75% dos profissionais enfrentaram alguma situação de exaustão nos últimos anos. 52% estão vivendo este transtorno agora. Foi pensando nisso que desenvolvemos a fiter – HR e People Tech, unindo a inteligência artificial e a humanidade nós enxergamos soluções possíveis para uma melhora significativa na saúde de um negócio e seus colaboradores”, explica Sérgio Amad.

Segundo estudo realizado pela Harvard Business Review, profissionais satisfeitos com suas tarefas são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores. Consequentemente, isso resulta em uma queda de 55% no número de demissões e 125% no que diz respeito aos casos de Síndrome de Burnout. Um bom clima organizacional está diretamente relacionado a excelentes performances e, portanto, resultados”, reforça.

Felicidade versus Turn over

Um dos grandes gargalos operacionais é o turn over de profissionais. Em setores com escassez de mão de obra, o problema é ainda maior, afinal, como repor um profissional qualificado, ou ainda, um colaborador experiente que pediu demissão por estar infeliz? Medir índices de felicidade, realizar pesquisas com apoio técnico terceirizado e detectar a falha antes de acontecer é essencial.

Marshal Raffa, da Thomas Case & Associados oferece mais dicas.

“Profissional satisfeito e feliz é sinônimo de bom ambiente e produtividade. Quando a empresa oferece um bom ambiente de trabalho e produtividade, com algumas “pitadas” de perspectivas, salário, benefícios, feedbacks e desafios, a redução do Turn Over é considerável. Para muitos especialistas ser feliz no trabalho também está relacionado com a felicidade própria, por isso, é essencial um lugar de “escuta” desse colaborador. Com felicidade, as mudanças e buscas de oportunidades vizinhas são menores dos que as buscas internas”, conclui.

Link da publicação: https://bit.ly/34qPfSD

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